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MEUS AMIGOS DO LOOP TEMPORAL E A MÁSCARA DE MAJORA

Capa do Zelda Majora's Mask

Bem estive me divertindo nos últimos dias com o Zelda: Majora’s Mask e finalmente terminei e resolvi deixar aqui minha experiência. Fique o lembrete que esse texto contém ESPÓLIOS para aqueles que ligam pra isso.

Playstation 2 Nintendo 64

Para quem não sabe o jogo foi lançado nos anos 2000 para o Nintendo 64 (mesmo ano que seria lançado o playstation 2), dando sequencia ao aclamado Ocarina of Time. Nele você fica presso em um loop temporal de 3 dias e precisa passar das 4 masmorras do jogo para terminar ele.

Uma das coisas que mais me impressionou no jogo foi o seu sistema de dias, em que cada personagem tem uma rotina própria durante os ciclos de 3 dias, com eventos que ocorrem em certos dias em horários específicos.

Por exemplo na madrugada do primeiro pro segundo dia uma senhora carregando suprimentos para uma das lojas é a roubada em um dos portões da cidade. Se você salvar ela você ganha um item legal e a possibilidade de comprar itens novos na loja durante os outros dois dias, mas se você não ajudar ela você pode de comprar os itens de uma outra loja de itens suspeitos e descobrir onde fica o covil do ladrão.

Todo esse sistema de dias deixa o personagens do jogo muito mais vivo e engajante, o jogo convida você a tentar saber mais sobre os personagens para tentar resolver os problemas deles, o que também é ressaltado pelo fato de o jogo ter diversas missões opcionais com diversas recompensas, algumas essenciais para progredir na missão principal.

Transformação em Deku Transformação em Goron Transformação em Zora

Outro aspecto do jogo desse jogo eu eu me apaixonei foi as diversas formas que você pode assumir, (Deku / Goron / Zora ) cada uma com um conjunto de habilidades específicas, por exemplo a forma de Zora consegue nadar rápido e andar no fundo da água, enquanto a forma de Deku quica na água e nem pode nadar, mas pode voar usando plantas. NPC também reagem diferente dependendo de qual forma você está, o que um toque mais vivido ao jogo.

A ambientação do jogo também é diferente de outros jogos da série, a mistura da melancolia dos personagens com a palheta de de cores vividas da um tom meio macabro a obra, tudo isso amplificado pelo fato de que a Lua (que tem um rosto medonho) se a próxima da terra a cada dia e ameça cair e destruir o mundo, no último dia você pode ver ela literalmente caindo em tempo real se você não fizer nada para impedir.

Mas as vezes o jogo da uma tropeçada, algumas sequencias de ações são obtusas em certas missões são obtusas sem muitas pistas para você entender o que você tem que fazer ou com uma janela muito pequena de falha, ou certas vezes tomando escolhas de designe duvidosas, como em uma caverna secreta em que você tem derrotar 4 mini chefes do jogo, mas o ultimo você só consegue enfrentar se você tiver 16 corações (eu tinha derrotado os outros 3 chefes e tinha 15 corações) eu tive fazer um loop para conseguir mais partes de coração e enfrentar todos os mini chefes de novo, a recompensa final era uma parte de coração (Porque ?).

Cremia e Romani, as irmãs que cuidam do rancho

Mas no fim suas qualidade são muitos maiores e melhor que seus defeitos, me apaixonei pelos seus personagens vividos, das irmãs que cuidam do rancho, ao casal que foi separado por uma maldição (uma das melhores missões do jogo), ao carteiro que leva sua função bem a sério. No final, depois de derrotar o vilão, você tem uma última sena com cada personagem relacionado as missões que você terminou no jogo antes de adar adeus aquela terra, é muito fofo e vale a pena ajudar as os outros, quebrando o clima melancólico do jogo e substituindo por esperança e por dias melhores.

ps: para quem ficou com vontade e quiser jogar o jogo tem uma versão recompilada feito por fã para computador, ele tem alguns mods que podem ajudar a deixar a jogabilidade mais fluida e foi a versão que usei para jogar, o nome é Zelda 64: Recompiled mas você precisa de uma rom do jogo de nintendo 64.